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Lixão e Aterro Sanitário: Você sabe a diferença?

Saiba como diferenciar um lixão de um aterro sanitário e entenda a importância de se fazer a gestão correta dos resíduos.

Atualmente vivemos em uma sociedade extremamente consumista, portanto, é importante se conscientizar acerca dos impactos negativos que esse consumo pode acarretar e é necessário se atentar para a forma com que os resíduos gerados são descartados, para que seja possível encontrar soluções práticas para mitigarmos os efeitos negativos que o lixo pode trazer para a sociedade e para o meio ambiente. 

O crescimento acelerado da industrialização ocasionou um forte aumento da quantidade de lixo e da complexidade da composição desses resíduos, portanto fez-se necessária a criação de locais, como os lixões e os aterros sanitários, que possuem a finalidade de comportar  todos esses rejeitos.

O lixão, também chamado de vazadouro a céu aberto, é um local sem cobertura onde são depositados, no solo, os resíduos sólidos de qualquer tipo, de forma inadequada e sem nenhuma fiscalização. Nesses locais não existe nenhum sistema de drenagem de lixiviados e impermeabilização do solo, além disso, em muitos casos, são locais clandestinos, onde é possível encontrar pessoas em péssimas condições de trabalho, incluindo crianças. Portanto, é mais do que comprovado que esse tipo de descarte de resíduos vem acarretando muitos impactos sociais, ambientais e na saúde da população. 

O aterro sanitário também é um local onde destinam-se resíduos sólidos urbanos gerados pela população, mas, diferentemente dos lixões, é um local fiscalizado e sua construção segue as regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Os aterros sanitários, em sua maioria, possuem sistema de captação  de gases, drenagem de lixiviados, impermeabilização do solo e o chorume gerado é encaminhado para estações de tratamento de efluentes. Além disso, existe o monitoramento do subsolo, onde são feitas análises para verificar se existem contaminações. Dessa forma, a água e o solo são protegidos contra impactos negativos. Esses locais, além de abrigarem os rejeitos, possuem a função de diminuir a poluição ambiental, incentivar a coleta seletiva e contribuir para uma melhor qualidade de vida da população.

Impactos ambientais gerados pelos lixões

Como dito anteriormente, os lixões podem trazer  impactos ambientais, sociais e de saúde pública, dentre os quais podemos citar: 

  • Poluição da água e do solo: A matéria orgânica presente no lixo acumulado, ao entrar em decomposição, produz um líquido chamado chorume, um líquido escuro, que apresenta um mau cheiro e, além disso, é tóxico. Essa substância, ao penetrar no solo, pode chegar às águas subterrâneas e contaminar os lençóis freáticos.
  • Aquecimento global:  Os lixões liberam toneladas de gás metano em decorrência da fermentação da matéria orgânica. Esse é um dos principais gases responsáveis pela intensificação do efeito estufa.
  • Impactos sociais: Os catadores que trabalham nesses locais são excluídos da sociedade devido a sua ocupação profissional e, além disso, por não utilizarem equipamentos de segurança, se expõem à ação de agentes causadores de doenças e frequentemente se acidentam com objetos pontiagudos e cortantes, ademais, podem sofrer vários tipos de contaminação. 
  • Aumento do número de doenças: Por não ter nenhum tipo de controle ou tratamento, os lixões atraem muitos insetos e pequenos animais que são vetores de doenças, como dengue, leptospirose e toxoplasmose.
A importância da gestão de resíduos sólidos

Para entender a gestão dos resíduos sólidos, primeiramente é necessário saber a diferença entre resíduos secos e rejeitos. Existem diversas classificações para os resíduos sólidos segundo as normas da ABNT. Os resíduos secos são todos aqueles que podem ser reutilizados ou reciclados como alumínio, plástico, papel, etc. Já o rejeito é um tipo específico de resíduo sólido, que não possui viabilidade técnica e econômica para serem reutilizados ou reciclados, sendo necessário encaminhá-lo para um aterro sanitário. 

A gestão de resíduos sólidos (GRS) é um conjunto de ações que envolvem todo o processo de coleta, transporte, transbordo, tratamento e destinação final e possuem o objetivo de reduzir a produção de rejeitos, garantindo que os resíduos que possuem alguma chance de aproveitamento sejam devidamente separados e reciclados.  Um gerenciamento eficaz é quando cada tipo de resíduo recebe uma destinação específica  de forma adequada, conforme a sua origem e composição, minimizando os impactos ambientais e sociais. Vale destacar que essa é uma solução simples que pode ser aplicada pelo poder público, pelas empresas privadas e pela sociedade, dessa forma, seria possível reduzir drasticamente os efeitos socioambientais negativos causados pela alta produção de lixo.

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