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Sementes crioulas e sua importância

As sementes crioulas, também conhecidas como sementes tradicionais, são aquelas que têm variedades locais e que foram guardadas e usadas por agricultores ao longo dos anos. Sua principal característica é a adaptação ambiental ao local de onde surgiram.

Para tê-las, é feita uma seleção durante décadas, onde, geralmente, são passadas de geração em geração, seguindo preservadas por famílias ou guardadas em bancos comunitários. Por serem menos comuns e apresentarem uma grande variabilidade genética, a busca por essas sementes têm se tornado cada vez maior.

O que são as sementes crioulas e como elas surgiram?

Chamadas também de sementes indígenas, seu desenvolvimento se dá de maneira natural em um país, bioma, ou clima específico, desenvolvendo características adaptativas desta determinada região. Seu cultivo se iniciou pela prática de armazenamento das sementes para a safra seguinte.

Ao se perceber características específicas da semente armazenada favoráveis e de interesse do agricultor, realiza-se a seleção e cruzamento de sementes escolhidas. Ou seja, a seleção artificial das plantas. Consegue-se desenvolver, assim, de forma espontânea e manual, um melhoramento genético e aumento na variedade e especificidade.

Entretanto, nem sempre as sementes crioulas são oriundas da seleção intencional, parte delas foi promovida organicamente pelo cultivo a longo prazo, gerando a adaptação natural ao meio. Neste caso, seleção natural, as características principais são:  o melhoramento das plantas na absorção e utilização dos nutrientes, resistência às doenças locais, além de um bom desenvolvimento em ambientes estressantes, como com  escassez de água, excesso de salinidade ou altas temperaturas.

Sua importância e do banco de sementes:

Essa tecnologia ancestral carrega consigo um alto nível de diversidade, sendo um recurso genético extremamente valioso para as gerações futuras. Um uso muito atual dessas sementes é para estudos e programas de melhoramento genético, miscigenando espécies e desenvolvendo características desejadas apenas pelo cruzamento de sementes, sem nada artificial ou mudança direta no genoma.

Os bancos de sementes são espaços físicos de armazenamento e podem ser individuais, coletivos ou institucionais, sendo estes últimos nutridos por contribuições de diferentes pessoas e diferentes locais. Em alguns casos, podem estar presentes em feiras regionais ou eventos locais, onde é possível realizar a troca, comumente organizadas por ONGs, coletivos de agricultura familiar e sindicatos de trabalhadores rurais.  Essa permuta também pode ser feita virtualmente, em sites de compra e doação ou grupos de compartilhamento.

Um dos maiores problemas atrelados à produção agrícola exacerbada é a diminuição da diversidade das sementes. Uma vez que é visada produção em larga escala, geralmente, adota-se um sistema uniforme e com a produção mais uniforme possível. Isto, contudo, apresenta um risco para a segurança alimentar futura. A diversidade genética é fundamental para a preservação de espécies e desenvolvimento de culturas adaptadas. Por isso, as sementes crioulas são tão importantes para a nossa população e para a natureza.

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