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ILPF: Integração lavoura-pecuária-floresta

Você já ouviu falar em ILPF? Saiba quais são as vantagens dessa estratégia e os primeiros passos para implantá-la em sua produção.

O que é Integração Lavoura-Pecuária-Floresta e como surgiu essa estratégia?

A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) é uma estratégia sustentável de produção agropecuária que integra atividades agrícolas, pecuárias e florestais em uma mesma área. Nesse sistema, é possível fazer o plantio de diversos tipos de culturas em forma de consórcios durante todo o ano, sejam eles em sucessão ou rotação, de forma planejada. Essa estratégia visa aumentar a produtividade, reduzir custos e aumentar a rentabilidade sem esquecer da sustentabilidade. Esse sistema viabiliza a produção madeireira, de carne, leite, fibras e energia, podendo-se dizer que é uma das maneiras mais eficientes e rentáveis de se aproveitar o terreno e manter a vitalidade do solo.

O ILPF veio da Europa no século XVI e se consolidou aqui por ter sido responsável por recuperar pastagens degradadas sem grandes custos. Atualmente, tem sido bastante difundido e, com a utilização de novas tecnologias, vem sendo otimizado com o passar do tempo, trazendo ainda mais benefícios para o produtor e para o meio ambiente. Vale destacar que essa estratégia pode ser adotada por qualquer tipo de produtor, independentemente do tamanho da propriedade.

Quais são as vantagens desse tipo de produção agrícola?

Quando implementado de maneira correta, o ILPF torna a utilização dos recursos naturais muito mais eficiente e com menos impacto ambiental. Dessa forma, traz inúmeras vantagens, tanto do ponto de vista do produtor rural, como do ponto de vista ambiental e social, dentre as quais podemos citar:

  • Redução no uso de agroquímicos: A rotação de culturas contribui para a diminuição de pragas, doenças invasoras e plantas daninhas. Consequentemente a utilização de agrotóxicos e fertilizantes será menos necessária.
  • Redução de impactos ambientais: As florestas realizam o sequestro de carbono, contribuindo para a mitigação do efeito estufa, além de ser uma excelente alternativa ao desmatamento.
  • Diminuição do risco de erosão do solo: Nesse sistema, são utilizadas técnicas que visam a conservação do solo, a diversidade de espécies e a rotação de culturas, o que ajuda a controlar a erosão, aumentando a porosidade do solo e, consequentemente, a infiltração de água.
  • Estabilidade de produção e da renda do produtor: Os riscos mercadológicos serão menores neste sistemas, devido a melhores condições de produção e da diversificação de atividades comerciais. Além disso, o solo poderá ser explorado durante todo o ano, a oferta de produtos será muito maior e trará mais retorno ao produtor. 
  • Otimização do uso do maquinário e de mão de obra: Diferentemente da mono exploração, em um sistema integrado  as máquinas serão melhor aproveitadas ao longo do ano e o produtor poderá reduzir os custos com mão de obra sazonal, podendo qualificar a mão de obra para trabalhar integralmente.
  • Melhoria de condições microclimáticas: A adoção do componente arbóreo impacta na redução da amplitude térmica e no aumento da umidade relativa do ar devido à evapotranspiração. Ademais, esse conforto térmico contribui para a melhoria do bem-estar animal.
O que é necessário para iniciar a implantação desse sistema?

A forma de implantação do ILPF dependerá de alguns fatores, como as características regionais, as condições climáticas, o mercado local e o perfil do produtor. De forma geral, inicialmente deve-se realizar a limpeza da área e o preparo do solo, que consiste na descompactação, correção da fertilidade, correção da acidez e a adubação. Também é necessário um investimento inicial com a qualificação da mão de obra, com a compra dos animais, com as cercas, currais e os equipamentos agrícolas. Ademais, é importante que o produtor defina a distribuição de árvores e os renques, que são os corredores onde serão plantadas as culturas e o pasto. Esses espaços devem ser calculados de forma que entre luz no sistema. Quando o espaçamento é pequeno e as copas das árvores impossibilitam a entrada de luz, deve-se realizar desbastes para controlar esse sombreamento. Deve-se ter em mente que o manejo das árvores não será necessário no início da implantação do sistema, somente a partir do segundo ano. Dessa forma, o produtor deve se basear nos ciclos de corte das árvores e planejar o número de intervenções que pretende realizar durante o ano.
Além disso, o produtor deve optar pela forma de plantio que ache mais adequada. Geralmente são indicadas as espécies arbóreas de crescimento rápido e que produzem madeira para usos múltiplos. Quanto às culturas, é indicado que se utilize as espécies locais.

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