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Desertificação: Por que combate-la?

O que é? Como combater?
imagem sobre sesertificação
imagem sobre desertificação

Em 1994, durante a Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação, o processo foi conceituado como a degradação dos solos em decorrência das variações climáticas e das atividades humanas. Foi também nessa convenção que estabeleceu-se que o dia 17 de junho seria o dia mundial da luta contra a desertificação. Foi a partir daí que muitos países, inclusive o Brasil, se comprometeram a controlar e combater os avanços deste processo.

Originalmente, tal degradação atingiria apenas as terras áridas, semiáridas e subúmidas. Porém, devido aos processos de mudanças climáticas (como o aumento das secas), áreas que não se enquadram nesses climas também podem sofrer seus impactos. No Brasil, essas áreas foram definidas pelo Plano Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAN), como áreas suscetíveis à desertificação (ASD). Em 2004, essas ASDs englobavam aproximadamente 1,3 km² do território brasileiro.

Como bem salienta a lei número 13.153, a degradação dos solos tem seus fatores, que são as condições naturais que levam o processo a acontecer e seus vetores. A definição desses últimos foi uma importante maneira de jogar luz nos impactos antrópicos desse processo: os vetores dizem respeito às interferências humanas diretas e aos desastres naturais cuja ocorrência seja agravada pela ação antrópica.

Algumas das atividades cujo manejo inadequado está associado à intensificação do processo de desertificação são o extrativismo vegetal e mineral, o pastoreio e a agricultura. Ou seja, caso não sejam adotadas boas práticas agrícolas, caso não haja uma fiscalização sobre atividades criminosas, como as queimadas e o desmatamento, e um controle sério sobre o uso de agrotóxicos e fertilizantes, quantidades cada vez maiores de solo perderão água e nutrientes (e consequentemente, terão sua capacidade produtiva diminuída ou até extinguida).

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), anualmente se perdem mais de 20 bilhões de toneladas de solo para erosão. Número este alarmante, não apenas pela sua grandeza, mas também pelo fato de que o solo não é considerado um recurso renovável, uma vez que seu processo de formação é extremamente lento (de modo geral são necessários pelo menos mil anos para que se forme uma fina camada de solo).

Mas, afinal, como esse processo pode ser combatido? 

Durante a COP-15 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2009), o Brasil se comprometeu a aderir ações como reduzir o desmatamento na Amazônia e no Cerrado; promover a integração lavoura-pecuária e ampliar o uso do sistema de plantio direto. É preciso, no entanto, que tais ações sejam mantidas e reforçadas com o passar dos anos.

Além das medidas já mencionadas, também destacam-se os Sistemas Agroflorestais Familiares (SAF) e a recuperação de mata ciliar como aliados no combate dos avanços da desertificação. 

imagem sobre desertificação
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Não é preciso ir muito longe para entender de vez a importância das florestas no combate da desertificação. Um fenômeno amplamente discutido no país é o dos rios voadores: uma junção de processos meteorológicos complexos que fazem com que umidade seja carregada da floresta amazônica até as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil, impedindo que estas se tornem formações desérticas, como suas correspondentes latitudinais nos desertos do Atacama, da Austrália e da Namíbia.

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