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Agricultura indígena: qual a sua importância e suas diferenças para a agricultura convencional?

Você sabia que existem diferentes tipos de agricultura? Entenda como a agricultura indígena difere da convencional e quais são seus benefícios e importância para a sociedade moderna.

No Brasil e no mundo, o desenvolvimento de um país está diretamente atrelado a diferentes fatores, mas também à sua agricultura. Por isso, é tão necessário conhecermos e reconhecermos a importância da nossa agricultura ancestral. Sendo esta, quando brasileira, principalmente a indígena. É relevante, também, perceber a distinção que existe nas culturas, práticas e técnicas dos povos indígenas, os quais são muito diversos e amplos.

Muitas tribos indígenas dominam sistemas sofisticados de produção que incluem, desde conhecimentos de calendários agrícolas baseados na astrologia, até sistemas de seleção e manejo de solos e diversificação de culturas. Além disso, muitas delas já tinham e aplicavam conhecimentos de topografia, granulometria, drenagem, irrigação e fertilidade do solo antes mesmo da sociedade moderna ter conhecimento. 

Por isso, a agricultura indígena e seus conhecimentos têm tanto valor. A partir deles, foi possível aprender, aplicar e construir técnicas e manejos mais adequados, tecnológicos e com melhor aproveitamento, gerando à sociedade conhecimento e ao meio ambiente, menores impactos.

Quais técnicas são utilizadas?

A escolha das técnicas e manejos varia muito de acordo com tribo e região do país. Os mundurukus, por exemplo, desenvolveram uma sequência lógica, que é utilizada até hoje, principalmente por agricultores familiares. Ela se dá da seguinte forma: 

  • Escolha do terreno e determinação da qualidade da sua terra;
  • Determinação da forma e tamanho do roçado;
  • Aplicação da broca e derrubada da mata;
  • Coivara e sua queima;
  • Cavação e plantação;
  • Primeira e segunda limpezas do roçado;
  • Colheita;
  • Plantação da roça.

Já os Kayapós, tribo indígena da amazônia, ao plantar imitam a natureza. Fazem o manejo do ecossistema com características semelhantes ou iguais às da vegetação nativa. Com isso, e com a variedade de culturas, é possível criar barreiras biológicas, que reduzem a propagação de pragas e doenças, além de uma diversificação das espécies cultivadas, promovendo sistemas de plantio sofisticados e menor impacto ao meio ambiente.

Entretanto, com todas as diferenças entre as tribos e povoados, existe algo que sempre os uniu: o respeito à natureza. Desta forma, a aplicação de técnicas mais rudimentares cria um laço entre o produtor e o cultivo, dando um melhor entendimento do seu funcionamento e os aproximando. Exemplos de métodos utilizados nessa agricultura são a permacultura, fertilizantes naturais, controle biológico de pragas, agrofloresta, produção variada e rotação de culturas.

Quais as suas principais diferenças em relação à agricultura convencional?

Permeiam entre a agricultura convencional e a indígena inúmeras diferenças. Dentre elas, a distribuição por gênero do trabalho. Na primeira, ainda existe muita desigualdade e descriminação da mulher no campo. Já na segunda, tem-se uma divisão com mais equidade, onde ambos exercem seus deveres e tem sua igual importância e admiração.

Outra característica atrelada a divisão equilibrada de tarefas entre os gêneros é a presença muito forte da agricultura familiar nas comunidades indígenas. Esta sempre esteve muito presente e ainda tem forte influência no manejo familiar. A partir dela, foi possível aprender técnicas agrícolas e de relacionamento, além de ser estruturada em um cultivo de porte pequeno, para consumo próprio ou distribuição e venda.

O que mais difere uma agricultura da outra é realmente o tamanho das propriedades, visto que, quando se tem uma de grande porte, é necessária maior mão de obra e, por isso, muitas vezes é substituída por máquinas em monoculturas, visando um menor esforço. Já nas de pequeno porte e regida por famílias, consegue-se depositar mais tempo, técnicas alternativas e cuidado a cada cultivo, minimizando os possíveis impactos causados pela grande indústria.

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